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Quinta de Lourosa

A Quinta de Lourosa é ao mesmo tempo uma acolhedora casa de família e palco de experiências na região dos Vinhos Verdes

 

Quando chegarem à Quinta de Lourosa, toquem ao sino que está à entrada, meio escondido entre as glicínias. A família de Castro estará com certeza pela quinta mas poderá estar algures pelos vinte e sete hectares de vinha, entre o Alvarinho, o Loureiro ou mesmo algumas castas tintas que também crescem por estas terras.

A Quinta de Lourosa tem registos desde 1675, altura em que uma capela servia toda a aldeia. Hoje a capela ainda lá está no meio das vinhas, mas as paredes em ruínas denunciam a passagem de muitos invernos rigorosos!

É uma região muito chuvosa, o que explica a abundante vegetação durante todo o ano, e é essencialmente por esse facto que ainda se dá o nome de “Vinhos Verdes” a esta região

Passei aqui uma noite, no sossego do campo, num dos oito quartos da casa, cada um com o nome de uma casta plantada na quinta. Fiquei no Merlot! Sim, Merlot nos Vinhos Verdes, mais uma experiência da família de Castro 😉 Digo-vos que acordar no meio de todo aquele verde e ouvir apenas o vento a soprar e os pássaros a chilrear lá fora é a melhor terapia que se pode ter!

Se o despertar foi bom, o pequeno-almoço foi ainda melhor! Há quanto tempo é que o pequeno-almoço não vos é servido à mesa? Na Quinta de Lourosa fui mimada a esse ponto! Na sala de jantar protegida por robustas paredes de pedra, esperava-me um lugar sentadinha à mesa, com tudo de bom para comer – vários pães com queijo e compotas, café, sumo de laranja, frutas e croissants – num silêncio confortante só quebrado pela presença de uma família de irlandeses que já estavam hospedados na quinta há quase duas semanas!

Depois deste repasto, Joana de Castro levou-me a visitar todos os recantos da quinta que tem sido palco de estudos e experiências no desenvolvimento da vinha e produção de vinho.

Com o som da água a correr em pequenas cascatas e sempre como música de fundo, Joana mostrou-me as diferenças entre as vinhas antigas formada em latadas altas, numa espécie de “vinha museu”, e as vinhas modernas onde o seu pai, Rogério de Castro desenvolve um sistema de condução da planta criado por si!

Não podia ir embora sem antes provar algumas das várias referências de vinhos produzidos na Quinta de Lourosa – divididos em brancos, tintos e espumantes.

Na antiga cozinha dos caseiros, hoje transformada em sala de provas e loja, provei o Quinta de Lourosa Alvarinho, o vinho que melhor expressa a filosofia da casa – muito cítrico e mineral ao mesmo tempo, e com alguma complexidade no final – assim como o Vinha de Lourosa – um vinho mais fresco e floral, bom para acompanhar tardes à beira da piscina!

Sim porque não só de dias chuvosos vive o Minho, e o turismo rural da Quinta de Lourosa tem também uma tentadora piscina rodeada pelas vinhas, à qual não resisti naquele fim de semana quente de Junho – sempre de copo na mão!

1 reply
  1. LucieLu
    LucieLu says:

    Completamente imersa nestas pequenas histórias que partilhas. 🙂
    Obrigada por este relato de sossego que acalma, talvez como um bom vinho que embala a alma.
    Beijinhos,
    *Lu

    Responder

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