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Dia Internacional da Mulher: 4 enoturistas partilham as suas adegas e vinhos favoritos em Portugal!

Porque não estou sozinha nisto, porque conheço outras bloggers de viagem ou de vinhos que se apaixonaram pelo enoturismo e porque elas têm uma forma de ver e viver uma adega diferente de mim, criei este artigo!

Convidei quatro mulheres enoturistas – bom, não sei se elas se consideram enoturistas, mas que já tiveram uma experiência de enoturismo e adoraram, isso sim – para partilhar aqui no blog o que mais gostaram de conhecer pelas regiões vitivinícolas de norte a sul de Portugal!

Este artigo é também uma homenagem ao Dia Internacional da Mulher que na minha opinião devia ser celebrado todos os dias do ano, tal como o enoturismo se pode e deve fazer o ano inteiro!

VINHO VERDE por Luli Monteleone

Sou brasileira e tenho que confessar que não conhecia Vinho Verde até me mudar para Lisboa, há 5 anos. Desde que o descobri, virou meu vinho favorito. Deve ser por isso que gostei tanto da Quinta de Lourosa

Situada em Lousada, na região demarcada do Vinho Verde, pude ter uma imersão no universo desse vinho tão refrescante. Entre visita às vinhas e provas direto da adega, destaque para o piquenique feito à beira da piscina. Ali pude experimentar todos os vinhos produzidos na quinta (são 6 rótulos no total) enquanto petiscava delícias locais. É difícil escolher um favorito, são todos deliciosos. Mas o Vinho Verde Rosé da Quinta de Lourosa é um dos mais refrescantes e saborosos que já tomei, recomendo! 

Tive a oportunidade de passar um fim de semana inteiro na Quinta de Lourosa. Os quartos são confortáveis e super charmosos e o entorno é lindo! Muitas “plantações de vinho” (como gosto de chamar as vinhas!), piscina, capela histórica, mesas ao ar livre, até uma cama elástica para os mais pequenos (não só para eles). É uma delícia relaxar na beira da piscina, degustando um dos vinhos produzidos ali, enquanto admira a paisagem! Além disso, a Quinta de Lourosa fica bem próximo ao centro de Lousada, sendo um excelente ponto de partida para visitar outras quintas ou até mesmo a Rota do Românico.


DOURO por Susana Ribeiro

A minha paixão pelo Alto Douro Vinhateiro é tão grande, que sinto que me perco ao olhar os muros desenhados, com socalcos carregados de vinhas históricas e que fazem história com os seus vinhos.

Na Quinta da Côrte, em Valença do Douro, a produção própria é algo recente e, por isso, ainda há muito por descobrir, por experienciar e criar. Têm duas adegas: uma mais rústica, recheada de lagares, pipas e tonéis, onde se fazem os vinhos do Porto; e uma moderna, recheada de tecnologia de ponta, e decorada de forma contemporânea. As duas complementam-se e é nesta última que se fazem as provas – tem também salas privadas -, acompanhadas de explicações, que nos fazem perceber, ainda melhor, o trabalho que está por detrás de cada vinho.

É difícil escolher um vinho que me tenha marcado, uma vez que o facto de ter estado lá alojada – na bonita Casa da Quinta da Côrte – e ter provado a gastronomia local (ingredientes locais trabalhados de forma a inovar nas receitas durienses) fez com que fosse possível provar quase toda a gama de néctares, que aqui já foram produzidos. Ainda assim, o branco e os rosé foram, sem dúvida, as surpresas. Mas poderei ser suspeita a dizer isto, uma vez que gosto bastante de experimentar brancos… e o rosé, fresco, a acompanhar o piquenique debaixo da parreira ou junto da piscina, são sempre boas escolhas.

Não obstante, fiquei igualmente apaixonada pelos vinhos do Porto desta quinta. O melhor é irem lá e deixarem a vossa opinião. Podem fazer visitas às vinhas, provas nas adegas, refeições harmonizadas com vinhos, piqueniques, etc. Para mais informação, ler aqui:


LISBOA por Joana Carmo

O projecto de Vinhos Cortém, na região de Lisboa, nasceu de um pequeno produtor de vinhos orgânicos gerido pelas mãos do casal, Chris e Helga Price.

Não dá para contar a história dos Vinhos Cortém, sem falar da história do casal. Há vários anos, algures na Europa, Chris e Helga conhecem-se, apaixonam-se e partilham uma mítica garrafa de vinho português. Essa garrafa trá-los de viagem a Portugal, onde descobrem uma propriedade que os apaixona e os faz mudar de vida, recomeçando tudo na produção de vinhos orgânicos, num projecto onde tudo é feito à mão e com amor.

Quando visitamos o projecto, sentimos isso – somos recebidos na sua casa (remodelada e reconstruída pelos dois), numa sala colorida e acolhedora com vista para as colinas e para as vinhas, com um alinhamento de vinhos que vem sempre acompanhado dos famosos petiscos da Helga.

Na propriedade não faltam pequenos cantos e recantos para relaxar, desde o terraço no topo da propriedade, às varandas da casa e ainda o jardim e a piscina – qualquer um deles perfeito para usufruir de um calmo e lindíssimo pôr-do-sol.

Todos os vinhos são óptimos mas o meu favorito é o vinho laranja pela sua versatilidade. Tanto funciona como aperitivo, vinho de sobremesa ou, ainda, cocktail. O produtor, Chris conta que, um dia decidiu brincar com o seu “Orange wine” e criou o “Dream Catcher”, um cocktail surpreendentemente cítrico de Gin, Orange Wine e pimenta cor de rosa, perfeito como aperitivo e uma excelente proposta para quem gosta de experiências fora da caixa.


ALENTEJO por Marlene Marques

Ao contrário da Madalena, não sou especialista em vinhos. Talvez deva começar por fazer esta ressalva. Mas sou grande apreciadora e deixo o meu palato ser o grande decisor no que toca aos vinhos que bebo. E ele saltou de alegria quando provei os da Herdade do Grous, no Alentejo.

Foi num fim de semana de inverno, mas com aquele sol que só a região alentejana nos oferece, que decidi deslocar-me àquela propriedade para fazer uma visita à adega e uma prova de alguns dos seus néctares.

Sempre acreditei que é conhecendo o que está por detrás de cada vinho, a sua história, os seus autores, o seu método de fabrico, que valorizamos aquilo que nos chega à mesa. Na Herdade do Grous foi assim.

A propriedade é lindíssima, rodeada de extensos vinhedos de onde saem as uvas que compõem os vinhos da casa. Da tecnologia empregue na adega à tradição das belas barricas de preenchem a cave onde o líquido fica adormecido, a ganhar cor e sabor… a visita à Herdade do Grous é riquíssima!

E, claro está, a prova no final é a cereja no topo do bolo… ou será melhor dizer, o copo sempre meio cheio!

À mesa chegaram-me dois vinhos extraordinários — um branco de 2016 e o 23 Barricas, de Touriga Nacional e Syrah. Este último ganhou um lugarzinho no coração e, acompanhado, com enchidos e queijos da região, tornou o final desta viagem ainda mais especial.


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